Há muito tempo nasceu o meu gosto por escrever. Naquela época eu achava que uma tendência assim era decisiva e que o meu futuro no mundo das letras estava traçado! Doces sonhos de meninice! É claro que antes da vontade de escrever, nasceu o gosto pela leitura, pois, imagino eu, dificilmente esse par pode andar separado. A leitura, para mim, além de um hobby era um aprendizado.
Com o passar dos anos, chegou-me aquela fase fronteiriça: era preciso decidir o que fazer da vida! Da vida. Com todo o peso que essa palavra carrega, eu precisava escolher o que eu queria ser. Porém, eu já sabia o que eu queria ser! O único problema desse caminho tortuoso era que para o meu sonho não existia no Brasil diploma universitário. (Na verdade hoje eu sei que existe. No sul do país, muito muito distante da minha terrinha paulista, há um curso de escrita criativa.)
Por uma razão do destino, talvez, surgiu bem mais perto, exatamente naquele ano em que eu prestaria o vestibular pela primeira vez, um curso novo na UNICAMP. O curso do escritor. Poderia haver um nome mais atrativo?! Sabia eu que queria conhecer mais profundamente a arte da escrita. E sabia que, se tinha uma coisa que eu queria fazer era escrever. Contudo, meu destino “cruel” não quis auxiliar no meu caminho das letras. Além disso, devo dizer, não demorou muito para que o curso de Estudos Literários mudasse sua diretriz.
Depois de muitos buracos no percurso e alguma ajuda de pessoas das quais não me esqueço, acabei pegando outro caminho, não tão longe do meu sonho adolescente de estar na UNICAMP. Porém, passei para “o outro lado do rio” e fui cursar História (quem conhece a UNICAMP sabe que o IEL e o IFCH ficam um do lado do outro).
Descobri que amo profundamente o conhecimento acadêmico da História e hoje julgo que não poderia ter sido melhor a minha opção. Contudo, não deixei de perseguir, de certa forma, o conhecimento literário e, novamente, por esses caminhos estranhos que a vida nos propõe acabei lá. Orientada por uma professora do Departamento de Teoria Literária, imagino que o meu futuro seja atravessar o rio!
Dizem que o ramo acadêmico é para quem gosta. Bom, decididamente essa é a minha nova obsessão! Porque, por mais que algumas pessoas achem estranho, eu fico pensando na minha pesquisa no fim de semana, a noite, ou com o meu namorado! Eu adoro ler o meu “periódico velho” (na verdade ele está digitalizado) e saber como eles falavam do tráfico negreiro ou da literatura oitocentista (relativo ao século XIX). Adoro conseguir fazer relações entre o documento e as leituras bibliográficas do assunto. Me distraio no computador vendo coisas sobre isso!... É claro que ele não deixa de ser um caos! Uma correria, um sufoco! Você está o tempo todo tendo que ler mil e uma coisas.
O problema é que o mundo acadêmico é limitante. Não se pode ser muito criativo. E, meu Deus! Não se pode inventar no universo histórico! O mundo acadêmico é minha nova loucura – em todos os sentidos da palavra! Porém, a linha que separa esse mundo do resto do universo literário cotidiano (vamos chamar assim tudo aquilo que os teóricos não canonizaram!) está me afastando do que me fez percorrer esse louco caminho da minha vida: o gosto pela escrita pura e simplesmente ficcional.
Assim, já faz muito tempo que eu pretendo montar esse blog! E com o empurrãozinho do meu namorado querido, aqui estou! Entretanto eu não pretendo dividir o que eu sou! E aqui quero escrever de tudo um pouco. Comentários literários, acadêmicos, novelísticos e pensamentos não muito filosóficos de quem tem um grande interesse por várias áreas das ciências humanas. Histórias, aventuras e desventuras de quem ainda ama escrever de tudo em meio ao corretíssimo caos acadêmico!
Que essa nova loucura gere muitos frutos e que vc curta esse novo espaço pra liberar esse seu lado criativo tão cativante :D
ResponderExcluirBeijo, te amo vida!
Parabens LI!!!! Vou te acompanhar!!!! Sucesso!!!!
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